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Thursday, September 28, 2006

O discurso do Papa

As ondas de choque provocadas pelo discurso do Papa continuam nos países islâmicos, com ataques contra igrejas, religiosos cristãos e ataques a comunidades cristãs.
Se é verdade que o Papa foi em todo o seu discurso totalmente imprudente, para quem está num processo de estabelecer pontes com o Islão, este discurso mostra também a personalidade de Bento XVI que ainda não se adaptou ao seu papel de líder político e também espiritual. Mas o discurso mostra também que Bento XVI continua a ser o cardeal Ratzinger responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé . Para a Fé, revelando a sua intolerância a outras religiões. O Vaticano tem tentado através de pedidos de desculpa e de interpretações favoráveis atenuar as críticas vindas do mundo islâmico.
Mas também se deve acrescentar que há outra parte do problema que é o mundo islâmico. A questão principal que está na realidade em causa é a visita que o Papa irá fazer á Turquia. Ou seja esta viagem tem tanto um cariz religioso como político. Um cariz político na média em que a Turquia tem sido um eterno candidato à União Europeia e esta pode também ser uma forma de estreitar relações, assim como também de diminuir a imagem do perigo islâmico vindo da Turquia, que tem sido uma das justificações para atrasar a entrada da Turquia na União Europeia. É uma viagem de cariz religioso uma vez que irá possibilitar o estreitar as pontes entre o Vaticano e o Islão. É verdade que a Turquia é um pais muçulmano com um governo laico, onde aparentemente há uma separação entre a religião e o estado, verdade seja dita imposta pelos militares. Mas o actual governo de Abdullah Gül é de um partido islâmico Adalet ve Kalkınma PartisiJust, Partido da Justiça e Desenvolvimento e que os movimentos fundamentalistas islâmico têm vindo a ganhar força nos últimos tempos. E é precisamente aqui que reside o cerne dos protestos violentos, isto porque os grupos moderados islâmicos fizeram chegar o seu desagrado e o Vaticano já lhes pediu desculpa. Mas os movimentos fundamentalistas estavam á espera de qualquer justificação, fosse ela qual fosse, para se manifestarem e se oporem de qualquer forma a esta visita, uma vez que a sua intolerância não admite contactos entre as duas religiões.

Monday, August 21, 2006

Ideias loucas 6-8-2006

Criticar Israel é anti-semitismo?

Israel ao longo do tempo ganhou um peso moral muito grande. Em grande parte essa imagem ficou a dever-se às perseguições que o povo judeu foi vitima ao longo do tempo, como sucedeu na II Guerra Mundial com milhões de mortes no Holocausto. Pode dizer-se que em grande medida a criação do estado de Israel visava o fim das perseguições ao povo judaico tivesse paz. É em virtude deste peso moral, das perseguições e dos milhões de vítimas judaicas, que Israel tem sido praticamente imune a criticas por parte do Ocidente. Quem critica Israel ou é apoiante dos árabes, comunista ou nazi. Era assim que as criticas eram vistas, mas o problema é que nos últimos anos a forma como Israel tem tratado os seus vizinhos árabes, particularmente os palestinianos, dando origem a que o Ocidente comece a pôr em questão as politicas de Israel. Muito desta situação fica a dever-se ao facto de que a extrema-direita nos últimos anos controla o poder em Israel. Há já algum tempo, antes da subida ao poder de Sharon, que os movimentos religiosos de judeus ortodoxos, os colonos e políticos da extrema-direita se movimentavam no sentido de alcançar o poder. E a verdade é que pouco tempo antes conseguiram controlar a maior parte das câmaras, particularmente das principais cidades, assim como alcançaram o controlo à quase totalidade dos colonatos deixando isolados politicamente os colonatos mais liberais e ligados à esquerda; e hoje em dia Israel possue um exército profissional onde uma grande maioria dos seus oficiais estaria ligada à direita. Tudo isto provocou o quase desaparecimento da esquerda, permitindo desta forma que a direita pudesse implementar uma política de força com muito mais à vontade. E assim chegamos à actualidade em que Israel invade o Líbano. Os movimentos anti-invasão têm crescido por todo o mundo, mesmo no mundo árabe tem havido manifestações, o que faz aumentar as tensões contra Israel. Como consequência Israel irá ver-se cada vez mais numa situação de crítica e de pressão, mas a sua capacidade de justificação através das vítimas do Holocausto de todas as suas acções está a reduzir-se drasticamente, arrastando os seus aliados, USA e Europa para o mesmo saco das críticas por parte do mundo árabe.

Se Israel não altera o seu rumo a situação poderá num futuro vir a revelar-se de tal forma insuportável que Israel poderá vir a encontrar-se isolada quer politicamente quer economicamente.



Thursday, August 03, 2006

O porquê de Cabinda não ser Timor

Os rebeldes de diferentes movimentos assinaram acordo de cessar-fogo com o governo de Angola no dia 19 de Julho de 2006.Esta talvez tenha sido a melhor solução para Cabinda no momento.
Muita gente tentou durante algum tempo comparar a situação de Cabinda à de Timor. Tal não é possível. Pelas mais variadas razões, começando pela razão mais importante a situação geográfica, a qual condiciona a situação de Cabinda e veio a permitir a independência de Timor.
Cabinda encontra-se em África e faz fronteira com os dois Congos. Dois países que são grandes produtores de matérias-primas, inclusive petróleo. Cabinda é um dos principais centros de produção de petróleo de Angola. Por conseguinte o lugar onde estão implantadas as grandes companhias petrolíferas. É preciso não esquecer que toda esta região é considerada como estratégica pela Administração Bush para o seu abastecimento alternativo de petróleo. Se bem que toda esta região viva uma situação instável, em virtude de guerras civis e guerras entre estados, o caso do Burundi, Ruanda, da República do Congo, a verdade é que são situações de conflitos muito restringidas à região, mas que permite a exploração do petróleo sem problemas.Timor encontra-se situada num ponto estratégico político e militar na Ásia entre a Austrália e Indonésia. Entre Timor e Austrália há o Mar de Timor, que é uma área de enorme importância estratégia, uma vez que os fundos oceânicos são profundos, permitiram durante a Guerra-fria a passagem, sem serem notados, dos submarinos USA e aliados. Tendo sido esta uma das razões pelas quais em 1975 Timor foi invadido pela Indonésia. É também nesta área que foi descoberto petróleo que estará a ser explorado pela Austrália.
È precisamente esta situação geográfica que torna Timor estratégico a nível político e militar uma vez que a situação na Indonésia é preocupante. Nos últimos anos os movimentos ligados ao fundamentalismo islâmico têm estado a aumentar tanto em importância política, bem como em grupos de guerrilha, esses movimentos têm estado cada vez mais activos e a crescer em número de elementos. É o caso da Al-Quea que está muito activa com a realização de diversos atentados e tem incentivado conflitos religiosos entre muçulmanos e cristãos.
Embora estas perspectivas geopolíticas mostrem as grandes diferenças entre Timor e Cabinda há outras ainda também de grande importância.
Cabinda tem um movimento de libertação a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), mas que nos últimos anos se dividiu em outros movimentos como FLEC-Democrática e Patriótica (FDP), a FLEC Renovada. O que levou à dispersão de meios e elementos e a conflitos entre as diferentes facções. Em Timor durante o tempo de ocupação do território pela Indonésia houve um único grupo que liderou a resistência. O que apesar dos elevados sacrifícios em elementos e meios não levou à dispersão dos mesmos, mantendo a força de resistência com força suficiente para actuar, apesar das dificuldades. Em Timor apesar da repressão brutal exercida pela Indonésia através do exército e dos serviços secretos, que eram bastante corruptos, com muitos oficiais e soldados mais interessados em negócios particulares do que em lutar, isto deu uma pequena margem de manobra para a resistência poder actuar. O que se passa em Cabinda é diferente, apesar de haver notícias de corrupção nas forças armadas angolanas e nos serviços secretos esta não é suficiente para as desviar do seu objectivo principal, e desta forma têm estrangulado a resistência em Cabinda. Outro aspecto bastante importante e marcante das diferenças é que em Timor, principalmente após a prisão de Xanana Gusmão, a resistência foi reestruturada e uma das principais coisas que foi feita foi enviar os jovens paras as universidades e criar um movimento de gente distribuída dentro do sistema governativo, o que permitia não só ter acesso a informações internas, mas principalmente criar contacto com o exterior. E isso foi feito ao ponto de que qualquer incidente ser conhecido passadas muito poucas horas no mundo inteiro, usando a diáspora e grupos de apoio. Em Cabinda em virtude do estrangulamento e outras opções por parte da resistência não se criaram grupos de apoios no exterior, a diáspora praticamente não tem influência nem força, nem aparentemente têm gente dentro do sistema governativo que lhes possa dar apoio.
Mas um dos factores mais importantes da diferença é que a resistência de Timor ao criar grupos de apoio através da diáspora criou um grande aliado, Portugal e a população portuguesa, o que terá sido determinante no processo de independência de Timor. Cabinda tem o problema de não ter um país que apoie a sua luta, principalmente um país europeu ou da América do Norte. Por isso está isolado.
È por isso que de momento provavelmente a assinatura do cessar-fogo é a melhor solução para Cabinda. Permitindo desta forma aliviar a pressão a que a população está submetida.


Tuesday, July 25, 2006

Novamente o Médio Oriente em explosão

Novo conflito de Israel com os vizinhos árabes. Neste preciso momento Israel está a disparar sobre o Líbano, atacando Gaza e ameaçando não só continuar o conflito por mais uma semana, mas também ameaçando atacar a Síria.
Neste momento começa a não Novamente o Médio Oriente em explosãoser já importante de como começou mais este confronto. SE foi o Hamas com o rapto dos soldados israelitas, se o Hezebollah com os ataques a Israel. A verdade é que Israel está a usar o seu exército de uma forma desproporcionada. Graças à justificação da libertação do soldado raptado, Israel tem destruído de uma forma sistemática infraestruturas de Gaza , o caso da central eléctrica, pontes, ministérios e isto já para não falar em habitações. Neste momento Israel está a fazer o mesmo no Líbano e ameaça fazer o mesmo na Síria.
Esta situação está a ler muitas consequências e muitas leituras. Segundo alguns analistas aquilo que Israel pretende é impor a sua paz para região. Por um lado é notório o apoio e quase silêncio por parte dos USA e de certos países europeus, mas também começa a crescer o número de vozes tanto nos USA como na Europa que usando, os media, têm vindo a criticar esta ofensiva israelita. Mas também no Médio Oriente entre os media têm começado as críticas pela falta de resposta por parte dos países árabes a encontrarem uma solução, exemplo disso foi o facto que na última reunião dos países árabes não houve nenhuma resolução de apoio quer aos palestinianos quer ao Líbano. E precisamente esta situação está a levar alguns intelectuais a questionarem-se sobre o que se passa e a falta de reacção dos países árabes, havendo indícios de que começa a aumentar a pressão mas ruas contra Israel e isso poderá levar a que o conflito comece a envolver mais países da região para além do Líbano e provavelmente da Síria.
È claro que já se sabe qual será o resultado deste conflito, Israel irá ganhar e impor as suas condições, isto por causa não só da sua impressionante máquina de guerra mas também segundo alguns analistas, em caso necessidade, os USA fornecerão armamento e havendo quem avente que, em caso de necessidade extrema, soldados americanos também. Ou seja de qualquer das formas esta será mais uma guerra ganha por Israel.
Porem os problemas que se colocam são outros. O primeiro que se coloca é que Israel muito dificilmente irá admitir um estado palestiniano viável, uma vez que tem estado, de uma forma sistemática, a destruir as infra estruturas básicas de um possível estado palestiniano em Gaza. A verdade é que o que foi destruído pode ser reconstruído, a pergunta que se coloca é como? Uma vez que é preciso dinheiro, garantias bancárias e seguros, tudo isto está dependente dos USA e de autorizações dadas por entidades governamentais dos USA. O mesmo se passa com o Líbano, o qual estava a recuperar das cicatrizes da guerra civil começando a desenvolver-se tanto economicamente como politicamente. Outro aspecto a levar a em linha de conta é o militar, é notória a evolução militar que ao longo do tempo este conflito tem tido, a nível da sofisticação de armas assim como de técnicas militares. Isto pode vir a revelar-se dramático para Israel uma vez que mais cedo ou mais tarde ambos os lados irão equilibrar-se e nessa altura a vitória poderá não pender para Israel. È nesse sentido que estes confrontos se tornam cada vez mais perigosos, porque aumenta o poder dos extremistas e o número de adeptos para resolver a questão do Médio Oriente pela força. Na entrada de uma época de mudanças, uma vez que em breve iremos entrar na época do hidrogénio com a consequente redução da utilização do petróleo e com o continuo aumento do ódio.
Por isso os líderes do mundo deveriam por na ordem Israel e procurar a paz porque o futuro poderá vir a ser muito negro.


Tuesday, May 16, 2006

A NATO DO PETROLEO

Uma notícia do jornal Publico de 27 de Abril falava de, uma ideia que corre entre diversos sectores políticos, em particular aos sectores republicanos e que tem sido escutada por elementos da actual administração na Casa Branca. A ideia seria a criação de uma Nato do Petróleo.
A base da ideia seria o facto de que o petróleo é a base da economia mundial, visto que é o petróleo que faz girar o mundo, a economia e a vida em todo o planeta, sendo por isso um bem de primeira necessidade e básico para todo o planeta. E isto em face do começo do declínio das reservas de petróleo, além de que as maiores reservas se encontram em países que sofrem convulsões politicas como guerras civis, terrorismo, regiões de grande instabilidade politica, etc. Ou seja as maiores reservas petrolíferas encontram-se no Médio Oriente, outras na América Latina e as novas reservas que têm vindo a ser exploradas em Africa e nas antigas republicas Russas perto do Médio Oriente. Isto é, tudo áreas de grandes conflitos políticos e militares.
Por outro lado deve-se ter em linha de conta segundo Nuno Ribeiro da Silva, ex-secretário de Estado da Energia em entrevista ao Dinheiro Digital de 4 de Abril, “os EUA têm 5% da população mundial e consomem 25% do petróleo, com cada norte-americano a consumir 8 toneladas equivalente de petróleo por ano, duas vezes mais que os europeus. Em contrapartida, a China e a Índia juntos – que têm metade da população do planeta – consomem cerca de 11% do crude, ou seja, meia tonelada equivalente por ano por pessoa… “. Razão pela qual isso seria justificação para que quem consome controlasse a produção, de forma a garantir a segurança das explorações e garantir a segurança do abastecimento.
A ideia à primeira vista, ou seja de uma forma totalmente isolada, parece credível e lógica. Mas quando se junta todo o contexto histórico político e militar envolvido no negócio do petróleo, aí as coisas mudam de aspecto. A ideia começa a parecer uma nova forma encapotada para que o chamado cartel das Sete Irmãs voltar a controlar o mercado desde a extracção até ás bombas de gasolina. Este cartel era constituído por sete multinacionais que controlavam o petróleo até à década de 70 e desse cartel faziam parte a BP, a Shell, Mobil, Exxon, Xevron e que nos anos 70 foram obrigadas a dissolver parte das suas capacidades económicas, reduzindo desta forma os poderes económicos e políticos. Em virtude das fusões entre companhias petrolíferas que se realizaram nos últimos anos o cartel voltou a ressurgir e com mais força quer económica quer politica.
A isto deve-se acrescentar que em face da ideia de uma Nato do Petróleo quem iria liderar seria naturalmente os USA. O que daria aos USA uma nova forma de poder, se hoje em dia os USA controlam a grande maioria dos poços de petróleo através das suas companhias petrolíferas e financeiras, desta forma ficaria com o controlo total, anulando a concorrência da Europa. Para além de que se hoje em dia os USA influenciam os preços do barril, através das compras, com a Nato do Petróleo controlaria o fornecimento de energia ao mundo inteiro, controlando simultaneamente a política e a economia de uma forma directa. Isto levaria a que em caso de oposição os USA teriam uma justificação legal, o caso do Iraque é um exemplo precisamente do que sucederia se a ideia for para frente, isto é no caso da ideia ir para a frente os USA têm uma justificação legal para invadir e colocar sob seu controlo o petróleo do Irão, da Venezuela e de outros locais. E já agora porque não os USA controlarem o petróleo existente na Europa?
Penso que ideia nunca irá para a frente porque ninguém está interessado em entregar de bandeja este poder de controlo aos USA. E porque neste momento estamos num processo de transição entre fontes de energia, hoje em dia anunciam-se novas fontes de energia, como o hidrogénio, melhores aperfeiçoamentos técnicos e científicos no campo das energias renováveis como a energia solar, o vento a energia geológica .... Ou seja muita coisa poderá vir a alterar-se nos próximos anos, fala-se em coisas que irão começar a chegar ao público a partir de 2007. Razões pelas quais ideias como estas penso que nunca terão um grande impacto, serão mais tentativas de sonhos de domínio total por parte de quem sonha com o grande império americano.

IDEIAS LOUCAS – 10-5-2006

Tuesday, May 09, 2006

A NIGERIA E O PETROLEO

A situação de convulsão política da Nigéria, tem sido apresentada como uma das muitas situações responsável pelo pânico que muitas vezes atinge os mercados de petróleo.
È verdade que a Nigéria é um caldeirão, tal como a maior parte dos países africanos, quase todos eles criados artificialmente. Tem uma população de 131,800,000, com cerca de 250 etnias, em que 50% são muçulmanos, no Norte do país e 40% são cristãos no Sul. No Norte a lei é a Shariah. O Norte é pobre, o Sul é mais rico. O país exporta essencialmente petróleo e gaz natural..
A Nigéria tem sido ao longo dos tempo um país em convulsão com golpes militares e contra golpes. Quando em 1999 o presidente Olusegun OBASANJO foi eleito, era de prever alguma calma e desenvolvimento do país, mas a actual situação está pior, a corrupção é enorme, o país é considerado um dos mais corruptos do mundo, o dinheiro do petróleo desaparece nas malhas da corrupção. O preço dos combustíveis é altíssimo para a população, os roubos no pipelines por parte da população são permanentes, assim como os acidentes devido a esses mesmos roubos, isto sem contar com as centenas de vitimas de vido a esses acidentes. Segundo informações estes roubos envolvem personalidades ligadas ao poder. A isto é preciso acrescentar que há diferentes grupos de guerrilha que estão a actuar na Nigéria, muitos deles de carácter étnico, sendo o que tem estado mais activo o Movimento para a Emancipação do Delta do Níger, em virtude das suas acções em particular contra as explorações petrolíferas.
È preciso levar em linha de conta a situação da Nigéria no mercado petrolífero mundial. Visto ser um dos maiores exportadores de petróleo de África. E isto levando em linha de conta as intenções dos USA de começarem a diversificar as suas importações de petróleo, para não ficarem tão expostos às crises no Médio Oriente. Assim em 2002 a Casa Branca declarou que o petróleo de África era estratégico para os USA. O que segundo Jeffrey Tayler da revista The Atlantic, face a esta situação caótica poderia levar os USA a invadir a Nigéria, como forma de proteger os interesses estratégicos dos USA, tal como fez no Iraque.
Este tem sido em grande medida o panorama que tem justificado nos mercados do petróleo algumas crises de preços quando se fala da Nigéria.
Mas se analisarmos as questões de segurança das explorações petrolíferas, aí as coisas começam a mudar. É sabido que as petrolíferas têm uma segurança apertada nas áreas de risco, e a Nigéria é uma área de alto risco. Sendo que nessas áreas sabe-se que é utilizado o sistema dos três anéis de segurança. Sendo que no primeiro anel a segurança é feita por tropas locais, no segundo anel por seguranças locais e no terceiro anel é feito por seguranças privados das firmas, muitos deles especializados nestas regiões problemáticas. È evidente que a parte frágil são os pipelines, que são muitas vezes danificados, mas que são rapidamente reparados. Assim como se sabe que muitas das vezes os técnicos vivem num mundo completamente isolado do resto da população do país onde estão a trabalhar. Por isso muito dos raptos de estrangeiros na Nigéria, em particular ocidentais, são estranhos. Porque ou estavam a fazer trabalhos fora dos perímetros de segurança e a sua segurança no local era má, ou então algo mais se passa.
No entanto mesmo face à situação caótica do país e mesmo face ao crescente aumento de importância do país no mercado petrolífero, não há justificação para as crises nos preços de petróleo. Assim como não há muitas explicações para os raptos.

Sunday, April 09, 2006

POSSIVEL ATAQUE DOS USA AO IRÃO

Será possivel esse ataque? È a primeira pergunta que se coloca.
Do ponto de vista militar, não á duvida de que no dia em que o presidente George W.Bush decidir bombardear o Irão as instalações nucleares do Irão deixaram de existir.A questão coloca-se sim no plano de politica internacional, interna dos USA e de financeiro a nivel mundial.
Se os USA bombardearem o Irão toda a região do Medio Oriente poderá entrar em convulsão. Isto porque é nesseçario não esquecer o impacto quie a situação do Iraque está a ter em toda a região. È claro que se no passado o Irão interviu em diversos paises da região, tal como o fez ao ajudar a criar o Hezbolah no Libano, assim como ajudou a criar o Hamas na Palestina e tambem tem estado a intervir no Iraque, com alguma descrição tem apoiado os diferentes grupos politicos Xiitas do Iraque. Assim como á noticias de apoio aos diferentes grupos armados, fornecendo armamento e logistica. Se o Irão for atacado pelos USA, é absolutamente claro que a intervenção do Irão no Iraque irá aumentar, possivelmente até com a entrada em combate dos Guardas da Revolução. Isso significa que situação de instabilidade e de guerra civil irá detriurar-se rapidamente. A Arabia Saudita e o Kuweit estaram numa situação bastante fragil.
Uma tal situação de crise no Medio Oriente implicará aumentos dos preços do petroleo , o que terá impactos negativos na economia Mundial e que poderá vir a degenerar numa nova crise economica a nivel mundial, retardando o arranque da economia.
Quanto á politica interna dos USA, será facil ao presidente Bush vender à população o ataque ao Irão. Mas quando a situação se começar a detriorar por todo o Medio Oriente e com os consequentes ataques ás tropas americanas e aos intresses americanos na area então é que as coisas ficaram dificeis.
Mas á indicios que as coisas não seram tão simples como isso. Nota-se que fundos especulativos estaram a deslocar-se do petroleo em outras direcções, como nos futuros de metais preciosos, como o ouro. E politicamente George Bush está sob intensa pressão por parte do Congresso. Os alidados dos USA estaram a exercer pressão pra que se opte pela solução politica e não pela militar. Por isso talvés seja dificil um ataque ao Irão, mas saber é dificil porque aparentemente George Bush julga-se um predestinado e iluminado.

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